Ouro atinge valorização semanal de 8,6% como reserva de valor
O metal precioso registra alta recorde impulsionado por incertezas geopolíticas e expectativas de juros menores nos Estados Unidos.
Pontos principais
- O contrato de ouro para dezembro fechou a US$ 4.399,70 por onça-troy, acumulando alta de 8,6% na semana.
- Economistas do FGV IBRE reforçam o papel do ouro como ativo estratégico de proteção contra instabilidades globais.
- Dados do payroll americano revelaram perda de 23 mil postos de trabalho, pressionando o dólar e favorecendo o metal.
- A demanda institucional de bancos centrais, como o da China, sustenta a valorização do ativo no longo prazo.
- A expectativa de manutenção ou redução dos juros pelo Federal Reserve diminui o custo de oportunidade de manter ouro.
O preço do ouro encerrou a semana com uma valorização expressiva de 8,6%, atingindo o patamar de US$ 4.399,70 por onça-troy na Comex. O movimento reflete a busca de investidores por ativos de proteção em um cenário marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e sinais de fragilidade na economia dos Estados Unidos. A desvalorização do dólar e a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, impulsionadas por dados do payroll que indicaram a perda de 23 mil postos de trabalho em julho, tornaram o metal mais atraente para o mercado global.
Segundo Celina Ramalho, economista do FGV IBRE, o ouro permanece como uma reserva de valor estratégica, sendo menos suscetível a oscilações de curto prazo. A especialista destaca que a composição das reservas globais tem passado por mudanças estruturais, com bancos centrais, como o Banco do Povo da China, ampliando suas posições no metal. Esse movimento de longo prazo, aliado à expectativa de que o Federal Reserve mantenha ou reduza as taxas de juros, reduz o custo de oportunidade de manter ativos que não pagam rendimentos, consolidando o protagonismo do ouro frente às incertezas macroeconômicas atuais.
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