Preço do ouro sobe 8% desde agosto impulsionado por bancos centrais
O metal precioso contraria a lógica de juros altos nos EUA com forte demanda de bancos centrais e incertezas macroeconômicas globais.
Pontos principais
- O ouro atingiu US$ 4.460,70 por onça-troy, acumulando alta de 8% desde o início de agosto.
- Bancos centrais adquiriram 289 toneladas de ouro no segundo trimestre de 2026, um crescimento anual de 62%.
- As reservas brasileiras de ouro cresceram 33% desde 2024, alcançando 172 toneladas.
- O Goldman Sachs projeta que a cotação do metal pode atingir US$ 4,9 mil até o fim de 2026.
- A valorização ocorre em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e intervenções do Tesouro dos EUA nos mercados de títulos.
O preço do ouro tem registrado uma trajetória de alta consistente, contrariando a lógica tradicional do mercado financeiro que prevê desvalorização do metal em cenários de juros elevados nos Estados Unidos. A valorização, que soma 8% desde agosto, é sustentada por uma demanda robusta de bancos centrais globais, que elevaram suas compras em 62% no segundo trimestre de 2026. O Brasil acompanhou esse movimento, ampliando suas reservas em 33% no período. Além da busca por ativos de proteção diante de incertezas macroeconômicas e tensões geopolíticas no Oriente Médio, o mercado monitora as operações de recompra de Treasuries pelo Tesouro americano. Analistas do Goldman Sachs mantêm projeções otimistas, estimando que o metal possa alcançar a marca de US$ 4,9 mil por onça até o final do próximo ano, consolidando o ouro como um hedge estratégico para investidores.
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