EUA reduzem cota de açúcar do Brasil e exigem contrapartidas comerciais
Governo Trump cortou em 36% a cota de açúcar brasileiro com tarifa reduzida, condicionando a reversão da medida a novas negociações comerciais.
Pontos principais
- A cota de exportação de açúcar brasileiro para os EUA caiu de 155.993 para 100 mil toneladas para o próximo ciclo.
- O governo americano condicionou a devolução do volume retirado à apresentação de propostas comerciais satisfatórias pelo Brasil.
- Com a redução, o Brasil perdeu posições no ranking de beneficiários da cota americana, sendo superado por outros países.
- A medida é interpretada por diplomatas como um instrumento de pressão comercial, possivelmente envolvendo o setor de etanol.
- O governo dos EUA avalia, ainda, elevar tarifas para o açúcar importado que exceder o limite da cota estabelecida.
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, anunciou uma redução de 35,9% na cota de importação de açúcar brasileiro com tarifa reduzida. O volume, que anteriormente era de 155.993 toneladas, foi fixado em 100 mil toneladas para o próximo ciclo, que compreende o período entre outubro de 2026 e setembro de 2027. A administração americana sinalizou que a manutenção ou a possível reversão dessa restrição está diretamente atrelada à apresentação de propostas comerciais consideradas satisfatórias pelo lado americano.
A decisão altera o posicionamento do Brasil no mercado norte-americano, fazendo com que o país perca a posição de segundo maior beneficiário da cota, ficando atrás de nações como República Dominicana e Filipinas. Autoridades brasileiras e analistas do setor sucroenergético avaliam a medida como uma estratégia de pressão em negociações bilaterais, que podem incluir demandas específicas sobre o comércio de etanol. Caso o governo brasileiro não atenda às exigências de Washington, o volume de 55.993 toneladas retirado do Brasil poderá ser permanentemente redistribuído para outros parceiros comerciais dos Estados Unidos.
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