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ANP abre consulta pública para programa de gas release no Brasil

A agência busca reduzir a dominância da Petrobras no mercado de gás natural por meio de leilões anuais obrigatórios de venda de volumes.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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07/08 às 12:33 · atualizado 16:34

Pontos principais

  • A ANP aprovou a abertura de consulta pública para discutir o programa de gas release.
  • A medida propõe leilões anuais entre 2027 e 2030 para liberar parte do gás comercializado pela Petrobras.
  • O diretor da ANP, Pietro Mendes, defende a iniciativa para aumentar a concorrência e reduzir preços.
  • A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, criticou a proposta e destacou a necessidade de rentabilidade da estatal.
  • Dados da ANP sugerem que a desconcentração do mercado, como visto no Nordeste, pode reduzir os preços do insumo.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou oficialmente o processo de consulta pública para a implementação do programa de gas release. A iniciativa tem como objetivo central diminuir a concentração de mercado da Petrobras, obrigando a estatal a ofertar volumes de gás natural em leilões anuais, com o intuito de diversificar os fornecedores e fomentar a competitividade no setor. A proposta prevê a execução dos leilões entre os anos de 2027 e 2030, com volumes crescentes de oferta ao longo do período. O debate regulatório é motivado pela percepção da agência de que a posição dominante da Petrobras encarece o custo do insumo para o consumidor final, utilizando como referência o sucesso da desconcentração observada no mercado do Nordeste. Em contrapartida, a gestão da Petrobras manifestou forte resistência à medida. A CEO da companhia, Magda Chambriard, afirmou que a estatal não deve atuar como uma ONG e enfatizou a importância da rentabilidade para a empresa. Executivos da petroleira argumentam que a redistribuição forçada de moléculas não ataca os problemas estruturais de oferta no Brasil e pode, inclusive, desincentivar novos investimentos no setor. A consulta pública servirá agora como um canal para coletar contribuições da sociedade civil e de agentes do mercado antes da definição das diretrizes finais.

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