Suboficial da Marinha é condenado por vender habilitações falsas
Militar manipulou sistema da Marinha para vender carteiras de piloto de barco usando dados de mortos para traficantes e civis.
Pontos principais
- O suboficial Magno Alves de Almeida fraudou o sistema Sisaqua da Marinha por quatro anos.
- Dados de vítimas de naufrágios foram utilizados para emitir habilitações fluviais irregulares.
- Documentos falsos foram vendidos a integrantes do Comando Vermelho para facilitar o tráfico na Amazônia.
- O esquema foi descoberto após uma funcionária de navegação identificar divergências em dados de um sobrevivente.
- O Superior Tribunal Militar condenou o militar a 15 anos de reclusão.
O suboficial da Marinha Magno Alves de Almeida foi condenado a 15 anos de reclusão pelo Superior Tribunal Militar após ser flagrado em um esquema de fraude no sistema de habilitação de aquaviários. Durante quatro anos, o militar manipulou o sistema Sisaqua para emitir carteiras de piloto de barco utilizando dados de pessoas já falecidas, incluindo vítimas de naufrágios ocorridos no Pará. A investigação revelou que os documentos falsificados foram comercializados para criminosos ligados ao Comando Vermelho, facilitando a logística do narcotráfico em rotas fluviais da região amazônica. A fraude foi exposta após uma funcionária de uma empresa de navegação notar inconsistências nos dados de um sobrevivente de acidente. O caso expõe falhas críticas nos mecanismos de controle interno da Marinha, que permitiram a continuidade de irregularidades semelhantes por mais de uma década, comprometendo a segurança da navegação e o combate ao crime organizado.
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