Vivara registra lucro de R$ 114,8 milhões no terceiro trimestre de 2026
A joalheria brasileira Vivara reportou lucro líquido de R$ 114,8 milhões no terceiro trimestre, em linha com as projeções do mercado, mas com Ebitda ajustado 22,4% menor.
Pontos principais
- O lucro líquido reportado caiu 38,7%, para R$ 114,8 milhões, ante R$ 187,4 milhões no 3T25, que incluía R$ 33,4 milhões de efeitos não recorrentes.
- Excluídas as revisões contábeis de R$ 5,1 milhões em estoques e créditos tributários, o lucro ajustado foi de R$ 119,9 milhões, recuo de 22,2% sobre o 3T25 ajustado.
- O Ebitda ajustado somou R$ 132,7 milhões, queda de 22,4%, e a margem caiu de 25,7% para 19,1%.
- A margem bruta ajustada caiu de 71,3% para 67,8%, com 1,1 ponto percentual atribuído ao markup.
- As vendas mesmas lojas, incluindo o digital, subiram 4,4%, ante alta de 10,7% no 3T25.
- A receita líquida subiu 4,3%, para R$ 692,9 milhões, com relógios em alta de 15,5%, Life de 10,3% e joias de 2,1%.
A Vivara, rede brasileira de joalherias, teve lucro em linha com os cerca de R$ 111 milhões projetados por analistas, segundo a LSEG. A companhia atribui a pressão sobre a margem ao markup: com a cotação spot do ouro recuando cerca de 24% entre fevereiro e julho, moderou os repasses ao consumidor em joias para preservar a competitividade, priorizando alianças e itens comerciais. Em Life, a alta da prata nos estoques foi só parcialmente compensada pelos reajustes do início do ano.
Outras linhas também pesaram: a subvenção líquida de tributos sobre a fábrica recuou 21,7%, o custo de gastos gerais de fabricação (GGF) subiu e o plano de incentivo de longo prazo passou a entrar no Ebitda desde o 2T26. Sem esses efeitos, a Vivara registra queda de 4,3% no Ebitda comparável.
As lojas Life, com 250 unidades, tiveram receita 19,5% maior, puxada por 53 aberturas em doze meses. As vendas digitais subiram 25,3%, e o app respondeu por 31% desse canal.
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