CNJ afasta juíza Gabriela Hardt por dois anos com manutenção de salário
O Conselho Nacional de Justiça puniu a magistrada por irregularidades na homologação de um acordo bilionário da Operação Lava Jato em 2019.
Pontos principais
- O CNJ decidiu por unanimidade afastar Gabriela Hardt de suas funções pelo período de dois anos.
- A punição decorre da homologação, em 2019, de um acordo que destinaria R$ 2 bilhões da Lava Jato a uma fundação privada.
- Apesar do afastamento, Hardt manterá o recebimento de seu salário mensal de R$ 77 mil, perdendo apenas gratificações pelo exercício da função.
- O relator Rodrigo Badaró apontou falta de cautela da juíza ao validar o acordo em menos de 48 horas.
- Hardt atuou na 13ª Vara Federal de Curitiba e foi responsável pela condenação do presidente Lula no caso do sítio de Atibaia, posteriormente anulada.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, por unanimidade, o afastamento da juíza Gabriela Hardt de suas atividades por um período de dois anos. A decisão foi motivada por irregularidades cometidas em 2019, quando a magistrada homologou um acordo que previa a criação de uma fundação privada gerida por procuradores da Operação Lava Jato, utilizando R$ 2 bilhões recuperados. O relator do processo, Rodrigo Badaró, destacou a ausência de cautela da juíza ao validar o trâmite em menos de 48 horas. Embora afastada, Hardt continuará recebendo seu salário mensal de R$ 77 mil, ficando impedida apenas de receber gratificações vinculadas ao exercício direto da função. A magistrada, que atuou na 13ª Vara Federal de Curitiba e foi substituta de Sergio Moro, ganhou notoriedade ao condenar o presidente Lula no caso do sítio de Atibaia, sentença que foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal.
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