Caminhar rápido na velhice reduz risco de declínio cognitivo
Estudo aponta que idosos acima de 80 anos que mantêm um ritmo acelerado de caminhada possuem 48% menos chances de sofrer declínio cognitivo.
Pontos principais
- Pesquisa publicada na revista Neurology analisou dados de quase 5.000 idosos com 80 anos ou mais.
- O grupo que caminha em ritmo acelerado apresentou 48% menos probabilidade de comprometimento cognitivo em cinco anos.
- Exames cerebrais indicaram que idosos mais ativos fisicamente possuem maior volume no hipocampo.
- A prática da caminhada estimula o cérebro ao exigir atenção dividida durante o exercício.
- Especialistas ressaltam que fatores como genética e estilo de vida também influenciam os resultados observados.
Um estudo recente publicado na revista Neurology revelou uma correlação significativa entre a velocidade da caminhada e a saúde cerebral em idosos. Ao analisar quase 5.000 pessoas com 80 anos ou mais, os pesquisadores constataram que aqueles que mantêm um ritmo acelerado ao caminhar apresentam um risco 48% menor de desenvolver declínio cognitivo ao longo de cinco anos. O benefício é atribuído, em parte, ao aumento do volume no hipocampo, região do cérebro fundamental para a memória, observado nos participantes mais ativos. Além dos ganhos físicos, a atividade exige que o idoso exercite a atenção dividida, o que estimula funções cognitivas essenciais. Embora o estudo destaque a importância da atividade física, os pesquisadores alertam que a saúde cognitiva é multifatorial, dependendo também de genética, estilo de vida e condições de saúde geral, recomendando que a prática respeite os limites individuais de cada pessoa.
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