Pesquisadores da Northwestern Medicine estudam há mais de 25 anos "superenvelhecedores", idosos com memória excepcional, para entender como mantêm a acuidade mental e desafiam o declínio cognitivo.

Pesquisadores da Northwestern Medicine têm dedicado mais de 25 anos ao estudo de "superenvelhecedores", indivíduos com 80 anos ou mais que demonstram uma memória excepcional, comparável à de pessoas 30 anos mais jovens. O objetivo é desvendar os mecanismos que permitem a esses idosos desafiar o declínio cognitivo típico do envelhecimento e manter uma acuidade mental notável.
As investigações revelaram características comportamentais e neurobiológicas distintas. Muitos "superenvelhecedores" são descritos como altamente sociáveis e extrovertidos. Em nível cerebral, eles frequentemente apresentam estruturas preservadas e, em alguns casos, mais espessas. Curiosamente, análises post-mortem de cérebros doados por participantes mostraram que alguns desses indivíduos possuem proteínas associadas ao Alzheimer, mas sem os danos significativos que levariam à doença, indicando uma notável resiliência. Outros não desenvolvem essas proteínas, demonstrando resistência. As descobertas, publicadas na revista Alzheimer’s & Dementia, são cruciais para o desenvolvimento de estratégias que possam fortalecer a resiliência cognitiva e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas na população em geral.
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