Estudo sugere que atividades culturais podem retardar envelhecimento
Pesquisa indica que adultos com maior engajamento em museus e cinemas apresentam idade fisiológica cerca de três anos menor que a média.
Pontos principais
- Estudo do Institute of Science Tokyo analisou 1.899 adultos com 50 anos ou mais na Inglaterra.
- Participantes com alta frequência em atividades culturais registraram idade fisiológica média de 66,9 anos.
- O grupo com baixo engajamento cultural apresentou idade fisiológica média de 69,9 anos.
- Indicadores de saúde como pressão arterial e colesterol foram utilizados para a comparação.
- A natureza observacional da pesquisa impede a confirmação de uma relação direta de causa e efeito.
Um estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health sugere que o hábito de frequentar museus, cinemas e teatros pode estar associado a um envelhecimento biológico mais lento. Pesquisadores do Institute of Science Tokyo avaliaram dados de quase 2 mil adultos com mais de 50 anos, comparando o engajamento cultural com marcadores de saúde física, como níveis de colesterol e pressão arterial. Os resultados apontaram uma diferença de aproximadamente três anos na idade fisiológica entre os grupos de maior e menor participação cultural. Embora o estudo seja observacional e não estabeleça uma relação de causalidade direta, os autores destacam que o envolvimento com a cultura pode favorecer a criação de laços sociais e a adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Tais fatores, combinados, teriam um impacto positivo na manutenção da saúde física ao longo do processo de envelhecimento.
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