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Brasil rebaixa relações diplomáticas com a Argentina após ataques de Milei

Governo brasileiro retira embaixador de Buenos Aires e passa a atuar por encarregados de negócios após ofensas do presidente argentino a Lula.

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Foto: G1 Política
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05/08 às 09:02 · atualizado 10:08

Pontos principais

  • O Itamaraty decidiu rebaixar o nível da representação diplomática na Argentina para o status de encarregado de negócios.
  • O embaixador brasileiro Julio Bitelli permanecerá em Brasília enquanto durarem os ataques verbais de Javier Milei.
  • O governo brasileiro solicitou o retorno do embaixador argentino, Daniel Raimondi, ao seu país de origem.
  • A crise diplomática foi motivada por ofensas proferidas por Milei contra o presidente Lula durante evento do PL em São Paulo.
  • O governo argentino classificou a medida como uma decisão unilateral e acusou o Brasil de isolamento ideológico.

O governo brasileiro oficializou o rebaixamento das relações diplomáticas com a Argentina, substituindo a representação em nível de embaixada por encarregados de negócios. A medida foi comunicada ao embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A decisão ocorre em resposta direta aos reiterados ataques verbais do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intensificados após a participação do líder argentino em um evento político do PL em São Paulo. Como consequência, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi mantido em Brasília por tempo indeterminado.

Em resposta à movimentação do Itamaraty, o chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou que o governo de seu país não adotará medidas retaliatórias contra o Brasil. A chancelaria argentina criticou a postura brasileira, classificando a decisão como uma ação unilateral que, segundo o governo de Buenos Aires, reflete um isolamento ideológico por parte do Brasil. O presidente Lula, por sua vez, classificou a interferência de Milei na política interna brasileira como uma "patacoada", reforçando que não tolerará ingerências externas em assuntos nacionais. O impasse diplomático marca um dos momentos de maior tensão na relação entre os dois principais parceiros comerciais do Mercosul nos últimos anos.

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