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Alta da Selic pressiona fundos imobiliários de maior risco

O aumento dos juros encarece o crédito e reduz a viabilidade de projetos, levando fundos imobiliários a cortar dividendos e desvalorizar cotas.

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Foto: InfoMoney
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05/08 às 11:45

Pontos principais

  • Fundos de desenvolvimento e crédito de alto risco são os mais afetados pelo ciclo de alta da taxa Selic.
  • O encarecimento do financiamento imobiliário impacta diretamente o fluxo de caixa e a rentabilidade dos projetos.
  • Fundos como MFII11, VGHF11, CACR11, BBIG11, LIFE11 e RPRI11 apresentaram quedas recentes na B3.
  • A suspensão ou redução de dividendos tem sido o principal gatilho para a desvalorização das cotas no mercado secundário.
  • Analistas recomendam cautela e prioridade para ativos 'high grade' ou sem alavancagem financeira.

A trajetória de alta da taxa Selic tem gerado um cenário desafiador para o setor de fundos imobiliários (FIIs), especialmente para aqueles com estratégias voltadas ao desenvolvimento e crédito de maior risco. O aumento dos juros eleva o custo do capital, tornando o financiamento de novos projetos mais oneroso e pressionando a viabilidade operacional das carteiras. Como consequência direta, diversos fundos, incluindo nomes como MFII11, VGHF11 e CACR11, registraram quedas expressivas em suas cotas após a redução ou suspensão de dividendos aos cotistas. Diante da instabilidade macroeconômica, especialistas do mercado financeiro sugerem que investidores busquem maior proteção ao focar em ativos classificados como 'high grade' ou que possuam menor exposição à alavancagem, visando mitigar os riscos inerentes a este ciclo de aperto monetário.

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