Tarifa de 25% dos EUA deve ter impacto limitado no setor náutico
Presidente do Grupo Náutica projeta efeito reduzido da nova tarifa americana sobre embarcações brasileiras, focando na resiliência do mercado interno.
Pontos principais
- A tarifa de 25% dos EUA incide apenas sobre a parcela brasileira do produto, resultando em um impacto real de 10% a 12% no custo final.
- O setor náutico brasileiro mantém competitividade global através da qualidade de seus produtos e custos operacionais eficientes.
- A indústria prioriza investimentos em tecnologias de transição energética, como motores elétricos e propulsão a hidrogênio.
- A demanda interna permanece resiliente, com salões náuticos no Rio de Janeiro e em Itajaí indicando estabilidade no setor.
A recente imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre embarcações brasileiras não deve comprometer significativamente a competitividade do setor náutico nacional. Segundo Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, o impacto real sobre o custo final dos produtos exportados deve oscilar entre 10% e 12%, uma vez que a taxação incide apenas sobre a parcela brasileira do item. Apesar do cenário externo, o setor demonstra confiança, sustentado pela resiliência da demanda interna e pelo sucesso de eventos como os salões náuticos realizados no Rio de Janeiro e em Itajaí. Paralelamente, a indústria brasileira segue focada em inovação, investindo em tecnologias de propulsão a hidrogênio e motores elétricos para atender às demandas da transição energética global. Contudo, o setor mantém cautela quanto a possíveis desdobramentos de políticas fiscais internas, como a inclusão de embarcações de lazer no imposto seletivo.
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