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Mercado reduz projeção de inflação para 2026 pela quarta semana seguida

O Boletim Focus do Banco Central aponta queda na estimativa do IPCA para 2026, que recuou de 5,15% para 5,12%, enquanto mantém a Selic em 14%.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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27/07 às 09:15, atualizado 11:04

Pontos principais

  • A projeção para o IPCA em 2026 caiu de 5,15% para 5,12% no levantamento semanal.
  • Esta é a quarta semana consecutiva de redução nas estimativas de inflação para 2026.
  • A expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 foi mantida estável em 14% ao ano.
  • A previsão de crescimento do PIB para 2026 permanece em 1,99%.
  • As projeções de inflação para 2027 e 2028 foram revisadas para cima pelos economistas.
  • A estimativa para o câmbio ao final de 2026 segue projetada em R$ 5,20 por dólar.
  • O IGP-M para 2026 também registrou queda, fechando a projeção em 5,42%.

O mercado financeiro revisou novamente para baixo a expectativa de inflação para 2026, conforme dados divulgados pelo Boletim Focus do Banco Central. A projeção para o IPCA, que estava em 5,15%, recuou para 5,12%, consolidando uma sequência de quatro semanas de quedas consecutivas. O documento, que compila as estimativas de analistas consultados pela autoridade monetária, reflete uma cautela persistente em relação ao controle de preços a médio prazo. Apesar da melhora no indicador de 2026, o cenário para os anos seguintes apresentou um movimento oposto, com elevações nas previsões de inflação para 2027 e 2028. A projeção para 2027, especificamente, subiu para 4,22%, acompanhada por uma revisão para cima na estimativa do câmbio, que agora aponta para R$ 5,29 por dólar naquele ano. Em contraste com a volatilidade nas expectativas inflacionárias, os indicadores de atividade econômica mantiveram estabilidade. A previsão de crescimento do PIB para 2026 permaneceu inalterada em 1,99%, sinalizando que, na visão dos economistas, a dinâmica de expansão da economia brasileira deve seguir um ritmo constante, mesmo diante dos ajustes na política monetária. A manutenção da taxa Selic em 14% ao final de 2026 reforça a postura do mercado de que os juros devem permanecer em patamares elevados para ancorar as expectativas. O Boletim Focus continua a ser a principal referência para o monitoramento das metas de inflação e para a definição dos próximos passos da política monetária brasileira, sendo acompanhado de perto pelo mercado antes das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

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