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Fraudes com deepfakes em biometria facial crescem e desafiam bancos

O aumento de ataques por injeção de vídeo e deepfakes em sistemas biométricos exige maior rigor na segurança de aplicativos financeiros.

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Foto: Times Brasil
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03/08 às 17:15 · atualizado 04/08 às 00:01

Pontos principais

  • Técnicas de injeção de imagem e vídeo representam 45,8% das fraudes biométricas monitoradas pela Unico.
  • Criminosos utilizam emuladores e IA para contornar a prova de vida exigida em transações bancárias.
  • Especialistas alertam que a biometria permanece segura apenas se os sistemas detectarem padrões de movimento e texturas sintéticas.
  • Não há obrigação automática de ressarcimento bancário em casos de fraude, dependendo da análise de falhas de segurança.
  • Recomenda-se manter aplicativos atualizados e limitar a exposição de fotos pessoais em redes sociais.

O avanço de ferramentas de inteligência artificial tem facilitado a execução de fraudes contra sistemas de biometria facial, um pilar central da segurança bancária atual. Criminosos têm utilizado técnicas de injeção de vídeo, onde a câmera do dispositivo é interceptada para inserir conteúdos manipulados ou deepfakes, fazendo com que o sistema identifique um vídeo pré-gravado como uma transmissão ao vivo. De acordo com dados da empresa de tecnologia Unico, esse tipo de ataque já corresponde a quase metade das tentativas de fraude identificadas no setor financeiro.

Diante desse cenário, especialistas destacam que a eficácia da biometria depende da constante atualização das camadas de defesa dos aplicativos, que devem ser capazes de identificar texturas sintéticas e padrões de movimento anômalos. Embora o Banco Central tenha disponibilizado ferramentas para bloquear a criação indevida de contas, a responsabilidade pelo ressarcimento em casos de sucesso dos criminosos não é automática, sendo avaliada caso a caso. Para mitigar riscos, recomenda-se que os usuários utilizem apenas aplicativos oficiais, mantenham o sistema operacional atualizado e evitem a exposição excessiva de imagens em redes sociais, que podem servir de base para a criação de deepfakes.

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