Especialistas alertam para aumento de fraudes por deepfakes em biometria
Crescimento de vídeos manipulados desafia sistemas de segurança facial, exigindo tecnologias de defesa mais avançadas contra fraudes digitais.
Pontos principais
- Fraudes com deepfakes e vídeos manipulados cresceram em sistemas biométricos de instituições financeiras.
- Técnicas de injeção de imagem e vídeo representam quase 50% das fraudes monitoradas pela empresa Unico.
- A redução no custo de ferramentas de inteligência artificial facilitou o acesso de criminosos a tecnologias de falsificação.
- Especialistas recomendam a atualização constante de aplicativos bancários e cautela na exposição de fotos em redes sociais.
O avanço das ferramentas de inteligência artificial tem facilitado a criação de deepfakes e vídeos manipulados, colocando em xeque a segurança de sistemas de biometria facial. Dados da Unico indicam que a técnica de injeção de imagem e vídeo já responde por quase metade das tentativas de fraude monitoradas no setor financeiro. A queda nos custos para produzir conteúdos sintéticos tornou essas ameaças mais acessíveis, forçando as empresas a aprimorarem seus mecanismos de detecção de padrões de movimento e texturas artificiais. Embora a biometria facial ainda seja considerada segura, especialistas reforçam que a proteção depende da evolução constante das defesas tecnológicas. Para mitigar riscos, usuários devem manter seus aplicativos bancários atualizados e limitar a exposição de imagens pessoais em redes sociais, dificultando a coleta de dados que possam ser utilizados em ataques de falsificação.
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