Fraudes com deepfakes crescem 800% ao mês em sistemas bancários
O uso de vídeos falsos para burlar a biometria facial em bancos disparou, representando quase metade das tentativas de fraude monitoradas.
Pontos principais
- Fraudes por injeção de vídeos manipulados crescem 800% ao mês, segundo dados da empresa Unico.
- Vídeos falsos já compõem 45,8% de todos os casos de fraude monitorados pela plataforma.
- Criminosos utilizam emuladores para inserir arquivos sintéticos diretamente no fluxo de validação dos aplicativos.
- A popularização de ferramentas de IA generativa tornou a criação de rostos 3D 100 vezes mais barata.
O setor financeiro enfrenta um avanço acelerado de fraudes baseadas em deepfakes, com um crescimento mensal de 800% nas tentativas de burlar sistemas de biometria facial. De acordo com a empresa de tecnologia Unico, a injeção de vídeos manipulados já responde por 45,8% dos incidentes monitorados. A técnica, que utiliza softwares emuladores para inserir arquivos falsos diretamente no fluxo de validação dos aplicativos, tornou-se mais acessível devido à redução drástica nos custos de ferramentas de IA generativa, permitindo a criação de rostos sintéticos tridimensionais a partir de fotos públicas em redes sociais. Especialistas alertam que o risco tornou-se sistêmico, exigindo que as instituições financeiras abandonem estratégias de defesa puramente reativas. A facilidade de acesso a essas tecnologias democratizou o uso de métodos antes restritos a grupos criminosos organizados, elevando a preocupação com a segurança digital de clientes bancários em todo o país.
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