PF investiga movimentações de R$ 2,3 bilhões de ex-CEO da Americanas
Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens envolvendo Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, entre 2013 e 2024.
Pontos principais
- Miguel Gutierrez movimentou R$ 2,342 bilhões em contas bancárias no período de 11 anos.
- Apenas em 2022, ano em que deixou a companhia, as transações totalizaram R$ 992 milhões.
- Investigação aponta para um possível esquema de blindagem patrimonial e ocultação de valores.
- O caso integra o inquérito sobre o rombo contábil bilionário revelado na Americanas em 2023.
A Polícia Federal intensificou as investigações contra Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, por suspeitas de lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Relatórios financeiros indicam que o executivo movimentou R$ 2,342 bilhões entre 2013 e 2024, com um volume atípico de R$ 992 milhões registrado apenas no ano de 2022, quando ele se desligou da varejista. As autoridades apuram se esses valores fazem parte de uma estratégia de blindagem patrimonial para ocultar bens e recursos obtidos de forma ilícita. O caso é um desdobramento direto das investigações sobre a fraude contábil bilionária que atingiu a Americanas em janeiro de 2023, abalando a estrutura financeira da empresa e provocando uma crise de confiança no mercado brasileiro. A PF busca agora determinar a origem exata desses montantes e o papel de Gutierrez na ocultação de ativos durante o período em que esteve à frente da companhia.
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