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Mais de 6 mil bebês foram registrados fora do estado de residência em 2024

Dados do IBGE mostram que 6.105 nascimentos ocorreram em estados diferentes do domicílio das mães, impulsionados pela busca por centros de referência.

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Foto: G1 - Economia
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01/08 às 09:45

Pontos principais

  • O levantamento do IBGE identificou 6.105 registros de nascimentos interestaduais em 2024, correspondendo a 0,26% do total nacional.
  • O maior fluxo interestadual foi registrado entre Goiás e o Distrito Federal, com 1.585 casos.
  • O deslocamento é frequentemente motivado pela falta de infraestrutura hospitalar adequada e leitos de obstetrícia cirúrgica nos municípios de origem.
  • O Conasems reforça que a gestão municipal de origem mantém a responsabilidade pela coordenação do cuidado, mesmo em partos realizados fora da localidade.

O IBGE registrou 6.105 nascimentos em estados diferentes do local de residência das mães ao longo de 2024, um fenômeno que representa 0,26% do total de nascimentos no Brasil. O maior volume de deslocamentos ocorreu entre Goiás e o Distrito Federal, totalizando 1.585 registros. Especialistas apontam que essa movimentação é, em grande parte, uma estratégia de segurança para garantir assistência em centros de referência, especialmente quando as cidades de origem carecem de infraestrutura hospitalar ou leitos de obstetrícia cirúrgica. O conceito de transporte responsável é central nesse cenário, exigindo que o planejamento do parto seja feito com antecedência para assegurar o atendimento em unidades de maior complexidade. O Conasems destaca que, apesar da mudança de local, a responsabilidade pela coordenação do cuidado permanece sob a gestão municipal de origem da gestante.

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