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Tereza Cristina admite ser vice de Flávio Bolsonaro em 2026

A senadora Tereza Cristina sinalizou abertura para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, apesar da resistência interna no PP.

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Foto: G1 Política
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30/07 às 18:15 · atualizado 18:32

Pontos principais

  • Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro realizaram a primeira conversa oficial sobre a composição de chapa em Brasília.
  • A senadora, que inicialmente recusava a ideia, cedeu após pressões de aliados, incluindo Tarcísio de Freitas e o setor do agronegócio.
  • A parlamentar é vista pelo PL como um nome estratégico para atrair o eleitorado feminino e o setor agro.
  • Apesar da sinalização, o Partido Progressista (PP) mantém resistência formal à aliança com o PL para a disputa de 2026.
  • A candidatura de Tereza Cristina como vice não exige que ela se desincompatibilize do cargo de senadora.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou pela primeira vez que aceita a possibilidade de compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. O encontro, realizado em Brasília na última quarta-feira, marca uma mudança de postura da parlamentar, que anteriormente se opunha à ideia. A movimentação ocorre em um momento de intensa articulação política, com o PL buscando consolidar apoios estratégicos para a sucessão presidencial.

A possível aliança é vista por aliados de Flávio Bolsonaro como um trunfo para ampliar a base eleitoral, especialmente entre o agronegócio e o público feminino. A escolha de Tereza Cristina é considerada prioritária pelo PL, superando outros nomes cotados, como o de Daniella Marques. Além do capital político, a senadora apresenta uma vantagem técnica: ela não precisaria deixar o cargo no Senado para concorrer à vice-presidência.

Contudo, o cenário ainda enfrenta obstáculos internos. O Partido Progressista (PP), legenda de Tereza Cristina, mantém resistência formal à formação de uma aliança com o PL, especialmente após a federação União Brasil-PP declarar neutralidade na disputa presidencial. A definição final da chapa segue dependente de negociações conduzidas por lideranças partidárias, como o presidente do PP, Ciro Nogueira.

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