Raquel Rolnik defende fortalecimento de cooperativas para reciclagem em SP
Urbanista aponta que menos de 3% do lixo de São Paulo é reciclado e defende maior integração de catadores nas políticas públicas municipais.
Pontos principais
- Apenas 3% do lixo produzido na capital paulista é efetivamente reciclado.
- Cooperativas e catadores autônomos são responsáveis pela maior parte do material reaproveitado na cidade.
- Raquel Rolnik critica a ausência de políticas públicas que integrem formalmente esses trabalhadores ao sistema de limpeza urbana.
- A proposta central foca no fortalecimento das organizações de catadores como pilar da gestão de resíduos.
A urbanista Raquel Rolnik defende uma mudança estrutural na gestão de resíduos sólidos em São Paulo para elevar os baixos índices de reciclagem, que atualmente não atingem 3% do total de lixo produzido na metrópole. Segundo a especialista, o sistema atual é ineficiente e depende majoritariamente do trabalho informal de catadores e cooperativas, que operam sem o devido suporte do poder público. Rolnik argumenta que a modernização da coleta seletiva deve passar obrigatoriamente pela integração formal desses trabalhadores nas políticas públicas municipais. A proposta visa não apenas melhorar a infraestrutura de reaproveitamento de materiais, mas também garantir condições dignas de trabalho e reconhecimento para os profissionais que já sustentam a maior parte da cadeia de reciclagem na capital paulista.
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