Consultor da Fifa nega venda da Copa do Mundo em plano de US$ 20 bilhões
Greg Maffei defendeu a estratégia comercial da entidade, afirmando que a entrada de investidores externos não compromete a autonomia sobre o torneio.
Pontos principais
- O plano comercial da Fifa está avaliado em US$ 20 bilhões e visa atrair capital privado para impulsionar as receitas da entidade.
- Greg Maffei, consultor do projeto, refutou as críticas de que a organização estaria vendendo os direitos da Copa do Mundo.
- A proposta prevê a criação da subsidiária FIFA Forward Enterprise para gerir os direitos comerciais, mantendo as decisões esportivas sob controle da Fifa.
- O projeto enfrenta resistência de federações como a Uefa, que temem a mercantilização excessiva do futebol e conflitos de interesse.
O consultor Greg Maffei veio a público defender o novo plano comercial da Fifa, avaliado em US$ 20 bilhões, rebatendo as acusações de que a entidade estaria vendendo os direitos da Copa do Mundo. Segundo Maffei, a estratégia de atrair investidores externos para a recém-proposta subsidiária, a FIFA Forward Enterprise, tem como objetivo principal maximizar a receita da organização sem abrir mão da soberania sobre as decisões regulatórias e esportivas do torneio.
A iniciativa, contudo, tem gerado forte resistência global. Federações influentes, como a Uefa e a Federação Alemã de Futebol, manifestaram oposição pública ao projeto, argumentando que o futebol não deve ser tratado como um ativo comercial. Além das preocupações sobre a governança e o possível conflito de interesses, críticos apontam uma falta de transparência na estrutura da proposta, que busca captar US$ 4,2 bilhões através da venda de até 20% de participação na nova subsidiária. O debate coloca em xeque o modelo de gestão de Gianni Infantino, enquanto associações nacionais avaliam o impacto da medida para o futuro do esporte.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
