Dirigentes do Fed projetam queda gradual da inflação nos EUA
Autoridades do Federal Reserve indicam que a inflação deve desacelerar nos próximos trimestres, apesar de manterem cautela sobre a política de juros.
Pontos principais
- John Williams, do Fed de Nova York, projeta inflação de 3,25% para 2026, com meta de 2% prevista apenas para 2028.
- O presidente do Fed, Kevin Warsh, classificou indicadores como CPI e PPI como medidas imperfeitas para avaliar a inflação subjacente.
- O relatório 'Livro Bege' do Fed aponta leve crescimento econômico e sinais de desaceleração nos preços em todos os distritos.
- A demanda por inteligência artificial e a volatilidade no Oriente Médio seguem como fatores de pressão sobre os custos.
- Kevin Hassett, conselheiro da Casa Branca, afirmou que a melhora na inflação é ampla e não depende apenas dos preços de energia.
- Cerca de metade dos formuladores de políticas do Fed consideram possível ao menos um aumento nas taxas de juros até o final de 2026.
- O inspetor-geral do Fed investiga a participação de Michelle Bowman em evento privado do Bank of America.
Autoridades do Federal Reserve e conselheiros da Casa Branca sinalizaram uma perspectiva de moderação inflacionária nos Estados Unidos, embora o cenário ainda apresente desafios estruturais. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que, apesar da inflação atual permanecer acima da meta de 2%, há sinais de que o pico foi superado e uma trajetória de queda deve se consolidar nos próximos trimestres. Paralelamente, o relatório 'Livro Bege' da instituição confirmou um leve aumento na atividade econômica e no emprego, com desaceleração de preços registrada em diversas regiões do país. Contudo, a divergência interna sobre a necessidade de novos ajustes nas taxas de juros persiste, com parte dos dirigentes mantendo cautela diante de riscos como a volatilidade do petróleo e a demanda crescente por inteligência artificial.
No âmbito político, o conselheiro da Casa Branca, Kevin Hassett, defendeu que a desinflação é um fenômeno abrangente, citando quedas em custos de medicamentos, aluguéis e seguros como reflexos das políticas do governo Trump. Enquanto isso, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso da instituição com a estabilidade de preços durante audiência no Senado, onde também enfrentou questionamentos sobre a precisão dos indicadores econômicos atuais. A gestão do banco central segue sob escrutínio, com investigações em curso sobre a conduta de membros do conselho e a constante pressão do mercado por clareza sobre a política monetária de longo prazo.
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