Emissões de NTN-Bs atingem o menor nível em 20 anos
O Tesouro Nacional enfrenta dificuldades para emitir títulos atrelados à inflação devido aos prêmios elevados no mercado.
Pontos principais
- As emissões de NTN-Bs registraram o menor volume das últimas duas décadas em julho de 2026.
- Apenas 1,64% dos R$ 130,8 bilhões emitidos pelo governo até 23 de julho foram em NTN-Bs.
- O aumento expressivo nos prêmios dos títulos públicos dificulta a colocação dos papéis junto aos investidores.
- Gestores da dívida pública classificam o cenário atual como uma tempestade perfeita para o Tesouro Nacional.
O Tesouro Nacional enfrenta um cenário crítico na gestão da dívida pública brasileira, registrando em julho de 2026 o menor nível de emissões de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-Bs) dos últimos 20 anos. O mercado tem exigido prêmios elevados para adquirir esses títulos atrelados à inflação, o que inviabiliza a colocação dos papéis e pressiona o custo de financiamento do governo. Até o dia 23 de julho, o volume total de emissões alcançou R$ 130,8 bilhões, mas a participação das NTN-Bs foi de apenas 1,64% desse montante. Essa dificuldade reflete uma combinação de fatores macroeconômicos que especialistas descrevem como uma tempestade perfeita, limitando a capacidade do Tesouro de alongar o perfil da dívida e gerando incertezas sobre a estabilidade do financiamento público a longo prazo.
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