Brasil e Coreia do Sul firmam acordos para dobrar comércio bilateral
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o fortalecimento da parceria estratégica com a Coreia do Sul para ampliar investimentos e tecnologia.
Pontos principais
- Brasil e Coreia do Sul assinaram sete memorandos de cooperação em áreas como minerais críticos, energia e tecnologia industrial.
- O governo brasileiro busca dobrar o volume do comércio bilateral, focando em industrialização e transferência de tecnologia.
- Técnicos sul-coreanos realizarão uma missão sanitária em agosto para avaliar a importação de carne bovina brasileira.
- O Brasil pretende competir no mercado sul-coreano de carne bovina, onde os Estados Unidos detêm liderança, com preços 40% menores.
- Foi criado um grupo de trabalho para acelerar as negociações de um possível acordo comercial entre o Mercosul e o país asiático.
- A ApexBrasil lançará um plano de diversificação para 43 setores, visando reduzir a dependência de mercados tradicionais como os EUA.
- Alckmin negou que a aproximação com a Coreia do Sul seja uma retaliação às tarifas impostas pelo governo norte-americano.
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu, durante o Brazil-Korea Business Roundtable, o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul. O objetivo central do governo brasileiro é dobrar o comércio bilateral, superando a atual dependência de exportação de matérias-primas e focando em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, semicondutores, centros de dados e o setor aeroespacial. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de mercados, conduzida pela ApexBrasil, para mitigar impactos de tarifas internacionais e ampliar a presença brasileira em novas economias.
Como parte dos esforços de cooperação, foram assinados sete memorandos que abrangem desde a exploração de minerais críticos até a descarbonização e o agronegócio. Um dos pontos de destaque é a negociação para a abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira, setor no qual o Brasil busca competir diretamente com os Estados Unidos, oferecendo custos até 40% inferiores. Para viabilizar essa entrada, uma missão sanitária sul-coreana visitará o país em agosto. Paralelamente, os dois países estabeleceram um grupo de trabalho para acelerar as discussões sobre um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul, reforçando o compromisso com a integração econômica global.
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