Alckmin defende dobrar comércio entre Brasil e Coreia do Sul
O vice-presidente busca ampliar a parceria estratégica com foco em tecnologia, investimentos industriais e diversificação de mercados.
Pontos principais
- Brasil e Coreia do Sul assinaram sete memorandos de cooperação em áreas como tecnologia, energia e minerais críticos.
- O governo brasileiro pretende reduzir a dependência de exportação de matérias-primas, focando em transferência de tecnologia.
- A ApexBrasil lançará um plano estratégico para 43 setores afetados por tarifas internacionais, visando novos destinos comerciais.
- Geraldo Alckmin negou que a aproximação com o país asiático seja uma retaliação às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Durante o Brazil-Korea Business Roundtable, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul, estabelecendo como meta dobrar o volume do comércio bilateral. O governo brasileiro busca transformar a relação comercial, que atualmente é limitada, focando em investimentos de alto valor agregado, como inteligência artificial, centros de dados, setor aeroespacial e descarbonização. A iniciativa visa atrair capital para o desenvolvimento de cadeias produtivas locais, superando o modelo tradicional de exportação de commodities.
A estratégia de aproximação ocorre em um momento de reconfiguração da política externa brasileira, que busca diversificar mercados diante de um cenário de fragmentação global e tensões comerciais. A ApexBrasil reforçou que o Brasil representa apenas 1% das importações sul-coreanas, indicando um amplo potencial de crescimento. O plano de expansão, que inclui o suporte a 43 setores afetados por tarifas norte-americanas, busca garantir a resiliência da economia brasileira através da cooperação tecnológica e industrial com parceiros globais, mantendo a diplomacia comercial ativa frente aos desafios externos.
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