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Exportações brasileiras para a União Europeia crescem R$ 10 bi

O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou o aumento de 26% nas vendas para o bloco europeu nos dois primeiros meses do acordo comercial Mercosul-UE.

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Foto: G1 Política
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20/07 às 22:45 · atualizado 21/07 às 10:03

Pontos principais

  • As exportações brasileiras para a União Europeia somaram R$ 10 bilhões adicionais entre maio e junho de 2026.
  • O crescimento de 26% no período coincide com a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre os blocos em 1º de maio.
  • No acumulado do primeiro semestre, as vendas para a Europa subiram 12,8%, contrastando com a queda de 13% nas exportações para os EUA.
  • O desempenho positivo foi impulsionado por produtos do agronegócio, como mel e café, e itens industriais, incluindo motores e turborreatores.
  • O governo brasileiro utiliza o resultado para incentivar a diversificação de mercados frente às novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos.
  • Apesar do sucesso comercial, o setor enfrenta um impasse sanitário com a UE, que suspenderá importações de carne brasileira a partir de setembro por questões de antimicrobianos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou um incremento de R$ 10 bilhões nas exportações brasileiras para a União Europeia nos dois primeiros meses de vigência do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. O desempenho, que representa uma alta de 26% em maio e junho de 2026, é visto pelo governo como um sinal de sucesso na estratégia de diversificação de parceiros comerciais, especialmente em um cenário de tensões tarifárias com os Estados Unidos, que recentemente impuseram sobretaxas de 25% sobre produtos brasileiros.

Enquanto as vendas para o mercado europeu avançaram, as exportações para os EUA registraram uma queda de 13% no primeiro semestre, forçando empresas brasileiras a buscarem novos destinos para seus produtos. Contudo, o cenário comercial apresenta desafios técnicos significativos. O embaixador da Irlanda, que preside o bloco europeu, confirmou que a União Europeia manterá exigências sanitárias rigorosas sobre o uso de antimicrobianos, o que resultará na suspensão das importações de carne, mel e pescados brasileiros a partir de 3 de setembro. O governo brasileiro monitora o impacto dessa medida, enquanto busca fortalecer a presença nacional em mercados alternativos com o suporte da ApexBrasil.

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