Durigan acusa BRB de repassar R$ 12 bilhões ao Banco Master sem lastro
O ministro da Fazenda afirmou que o BRB transferiu R$ 12 bilhões ao Banco Master em troca de ativos sem valor real, classificando a operação como crime.
Pontos principais
- Dario Durigan descreveu os ativos recebidos pelo BRB como "guardanapos" por não possuírem valor financeiro real.
- O ministro classificou a gestão das operações entre as duas instituições bancárias como criminosa.
- O BRB busca atualmente um crédito de R$ 6,6 bilhões para reestruturar suas finanças e recuperar a confiança do mercado.
- O Banco Central informou ao STF que uma eventual liquidação do BRB não representaria risco sistêmico à economia.
- O caso é alvo da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 2025.
- O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso em abril sob suspeita de falhas de governança e negócios sem lastro.
- O governo federal ressaltou que não possui responsabilidade sobre o BRB, cujo acionista majoritário é o Distrito Federal.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, denunciou que o Banco de Brasília (BRB) realizou transferências de R$ 12 bilhões ao Banco Master em troca de ativos sem lastro, termo que o ministro ironizou ao classificar como "guardanapos". A declaração eleva a pressão sobre a instituição financeira, que enfrenta uma crise de credibilidade e busca, junto ao Banco Central, viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para cobrir o rombo decorrente dessas operações. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reuniu-se recentemente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o plano de reestruturação do banco.
A situação do BRB é objeto de investigações criminais, incluindo a operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 2025. Em abril, o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, foi preso sob suspeita de permitir negócios sem garantias e falhas graves de governança. Embora o governo do Distrito Federal atue como acionista controlador, o governo federal tem se distanciado da responsabilidade sobre o banco. O Banco Central, por sua vez, já sinalizou ao Supremo Tribunal Federal que uma eventual liquidação da instituição não traria riscos sistêmicos ao sistema financeiro nacional, enquanto o BRB tenta demonstrar viabilidade para manter seus serviços essenciais.
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