PSD oficializa candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência em 2026
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi confirmado como presidenciável pelo PSD em chapa puro-sangue com Gilberto Kassab, visando romper a polarização.
Pontos principais
- Ronaldo Caiado foi oficializado candidato à Presidência pelo PSD em convenção nacional realizada em São Paulo.
- A chapa será composta por Gilberto Kassab como vice, em um formato puro-sangue sem coligações nacionais definidas.
- Caiado retorna à disputa presidencial após 37 anos, utilizando sua gestão em Goiás como principal vitrine eleitoral.
- O candidato defende pautas como o endurecimento contra facções criminosas e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
- Durante o evento, Caiado criticou duramente a polarização entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro, classificando ambos como opções de alta rejeição.
- O presidenciável prometeu conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro caso seja eleito, visando a pacificação do país.
- A plataforma econômica de Caiado inclui críticas à política monetária atual e foco na emancipação social através de políticas públicas.
- O evento contou com a presença de lideranças do PSD, embora o partido enfrente desafios de unidade em estados estratégicos.
- Aldo Rebelo participou da convenção em apoio a Caiado, enquanto enfrenta disputas judiciais internas no Democracia Cristã.
O PSD oficializou, em convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República para o pleito de 2026. A chapa, definida como puro-sangue, terá o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice. O movimento marca o retorno de Caiado à disputa pelo Palácio do Planalto após 37 anos, consolidando sua posição como uma alternativa de direita moderada frente ao cenário político nacional. A decisão de seguir sem coligações nacionais reflete a estratégia do partido de se distanciar das estruturas tradicionais de apoio e buscar um caminho independente.
Em seu discurso de oficialização, Caiado adotou um tom crítico à polarização entre o atual presidente, Donald Trump (citado no contexto nacional como referência ao governo Lula), e o grupo político de Flávio Bolsonaro. O candidato utilizou metáforas para questionar a trajetória e a ficha limpa de seus adversários, posicionando-se como uma opção focada em gestão e resultados. Entre suas promessas de campanha, destacou a intenção de conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro logo no início de um eventual mandato, medida que, segundo ele, seria fundamental para a pacificação do país.
A plataforma de governo apresentada pelo ex-governador goiano prioriza a segurança pública, com propostas de endurecimento contra facções criminosas e a defesa da anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Na economia, Caiado criticou a condução da política monetária e defendeu a transição de programas sociais para políticas de emancipação. O candidato também busca capitalizar os indicadores sociais e de segurança alcançados durante seus dois mandatos à frente do governo de Goiás, apresentando sua gestão como um modelo replicável para o Brasil.
O evento também contou com a presença de figuras como o ex-ministro Aldo Rebelo, que manifestou apoio a Caiado enquanto lida com impasses judiciais em sua própria pré-candidatura pelo Democracia Cristã. Apesar da oficialização, o PSD enfrenta o desafio de unificar suas bases estaduais, onde lideranças locais mantêm alinhamentos distintos. Caiado, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, aposta nos debates eleitorais e na exposição de suas propostas para reduzir a rejeição e ampliar seu alcance entre o eleitorado de diferentes regiões do país.
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