Milei propõe reforma radical ou extinção do Banco Central argentino
O presidente Javier Milei defende mudanças profundas na autoridade monetária para conter a inflação, que acumula 13 trilhões por cento desde 1935.
Pontos principais
- Milei propõe restringir o financiamento estatal e blindar a diretoria do Banco Central contra pressões políticas.
- A reforma veda a compra de títulos públicos pelo Banco Central no mercado primário.
- O presidente defende a eliminação de objetivos múltiplos da instituição, focando apenas no controle monetário.
- O governo atribui a inflação histórica à emissão sem lastro e à má gestão de sucessivas administrações.
O presidente argentino Javier Milei apresentou uma proposta de reforma estrutural para o Banco Central da República Argentina, sugerindo inclusive a sua extinção. Em artigo recente, o mandatário argumentou que a instituição é responsável por uma inflação acumulada de 13 trilhões por cento desde a sua fundação, em 1935. Para Milei, a autoridade monetária tem sido um instrumento de expropriação e decadência econômica, impulsionada por emissões monetárias sem lastro e pela má gestão de governos anteriores, incluindo as gestões Kirchner, Macri e Fernández. A proposta visa restringir severamente a atuação do órgão, proibindo a compra de títulos públicos no mercado primário e eliminando objetivos múltiplos para garantir que a política monetária seja blindada de pressões políticas. A medida é apresentada como um passo essencial para estabilizar a economia argentina e encerrar nove décadas de instabilidade financeira no país.
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