Renovação de conselhos de administração cai para 18% no Brasil em 2025
Levantamento da Spencer Stuart mostra que empresas brasileiras estão mais seletivas na escolha de novos conselheiros para seus colegiados.
Pontos principais
- A taxa de renovação de conselheiros recuou de 24% para 18% em comparação ao levantamento anterior.
- Empresas priorizam competências específicas como inteligência artificial, gestão de riscos e sustentabilidade.
- A participação feminina nas novas nomeações para conselhos atingiu a marca de 20%.
- Experiência como CEO não é garantia de sucesso, pois o papel exige foco em supervisão e não em execução operacional.
O Board Index Brasil 2025, elaborado pela consultoria Spencer Stuart, revela uma tendência de maior cautela na governança corporativa brasileira. Embora o interesse de executivos por cadeiras em conselhos de administração continue em alta, a taxa de renovação dos colegiados caiu para 18%, indicando que as companhias estão sendo mais criteriosas em suas escolhas. O movimento reflete a busca por perfis que preencham lacunas estratégicas urgentes, como inteligência artificial, sustentabilidade e gestão de riscos. Especialistas ressaltam que, embora a formação em governança seja um requisito básico, a reputação e o networking permanecem como fatores decisivos. Além disso, o estudo aponta que a transição da carreira executiva para o conselho exige uma mudança de postura, priorizando a supervisão e o questionamento estratégico em detrimento da execução operacional, enquanto a diversidade de gênero avança lentamente, representando 20% das novas cadeiras ocupadas.
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