Apenas 39% das empresas brasileiras têm maioria de conselheiros independentes
Levantamento da XP aponta que acionistas controladores mantêm forte influência na composição dos conselhos de administração no Brasil.
Pontos principais
- Apenas 39% das 141 empresas analisadas possuem maioria de conselheiros independentes.
- Em 72% das companhias, metade dos assentos é ocupada por indicados do controlador.
- Cerca de 52% dos conselheiros considerados independentes foram eleitos pelo acionista controlador.
- O tempo médio de mandato nos conselhos é de 7,4 anos.
- Prática de overboarding atinge 10% dos conselheiros, que detêm 22% das cadeiras.
Um levantamento realizado pela XP com 141 companhias brasileiras revela que a independência nos conselhos de administração ainda é limitada no mercado nacional. Apenas 39% das empresas analisadas possuem maioria de membros independentes, enquanto em 72% das organizações pelo menos metade dos assentos é ocupada por conselheiros eleitos diretamente pelo acionista controlador. O estudo destaca que a influência dos controladores se estende aos membros classificados como independentes, visto que 52% deles foram indicados pelos próprios acionistas majoritários.
A composição dos conselhos também apresenta desafios em relação à renovação e à dedicação dos membros. O tempo médio de mandato é de 7,4 anos, e a prática de overboarding, quando um conselheiro acumula múltiplas cadeiras, ainda é relevante, com 10% dos profissionais ocupando 22% das vagas disponíveis. Profissionalmente, o perfil predominante nos conselhos é composto por engenheiros e administradores, que juntos somam 53% das cadeiras, evidenciando uma concentração de formação técnica na governança corporativa das empresas brasileiras.
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