Crédito estruturado e FIDCs ganham força no mercado brasileiro
O mercado de crédito estruturado cresce no Brasil, consolidando os FIDCs como alternativa relevante ao financiamento bancário tradicional.
Pontos principais
- O patrimônio líquido dos FIDCs já é mais que o dobro do registrado pelos fundos imobiliários no país.
- Gestores apontam que o setor desloca o crédito do sistema bancário para o mercado de capitais.
- Operações complexas e de nicho, evitadas por bancos tradicionais, oferecem as maiores oportunidades de retorno.
- A análise rigorosa da qualidade do devedor é considerada o fator mais crítico para o sucesso das operações.
- Instrumentos como operações mezanino e subordinadas devem se popularizar com o amadurecimento do mercado.
O mercado de crédito estruturado no Brasil vive um momento de expansão, consolidando-se como uma alternativa estratégica ao financiamento bancário tradicional. Especialistas do setor destacam que os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) têm liderado essa transformação, promovendo uma disrupção ao migrar o crédito para o mercado de capitais. Atualmente, o patrimônio líquido desses fundos já supera o dobro do volume observado nos fundos imobiliários, evidenciando a crescente confiança dos investidores no modelo. Segundo gestores, o potencial de retorno reside principalmente em operações complexas e de nicho, que costumam ser evitadas pelas instituições financeiras convencionais. Nesse cenário, a análise minuciosa da qualidade do devedor torna-se o pilar central para a sustentabilidade das operações. Com o amadurecimento do ecossistema financeiro local, a expectativa é que instrumentos como operações mezanino e cotas subordinadas se tornem cada vez mais comuns no portfólio de investidores brasileiros.
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