Tarifas dos EUA impactam varejo brasileiro mais que inflação, diz estudo
Estudo do IBEVAR e FIA aponta que tarifas americanas afetarão vendas no varejo brasileiro até seis vezes mais do que o índice de preços ao consumidor.
Pontos principais
- O varejo brasileiro é o setor mais vulnerável às tarifas impostas pelo governo Trump, segundo análise do IBEVAR e da FIA Business School.
- O impacto nas vendas do varejo pode ser até seis vezes superior aos efeitos observados na inflação nacional.
- No cenário de 'Espiral da Reciprocidade', o câmbio pode oscilar entre R$ 5,50 e R$ 5,90, forçando o Copom a interromper cortes de juros.
- O cenário de 'Trégua Precificada' projeta um câmbio entre R$ 5,00 e R$ 5,35, com isenções setoriais reduzindo o impacto do choque tarifário.
Um estudo realizado pelo IBEVAR e pela FIA Business School, utilizando um modelo estatístico VAR com dados de 2015 a 2026, indica que as tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump terão efeitos assimétricos na economia brasileira. A pesquisa aponta que o varejo nacional será o setor mais prejudicado, com uma retração nas vendas significativamente maior do que a pressão inflacionária gerada pela desvalorização cambial. O comportamento de compra das famílias brasileiras mostra-se altamente sensível a pequenas variações de preços decorrentes do câmbio.
A projeção econômica varia conforme o cenário geopolítico. Enquanto a 'Trégua Precificada' sugere um impacto moderado com o dólar entre R$ 5,00 e R$ 5,35, a 'Espiral da Reciprocidade' prevê uma cotação entre R$ 5,50 e R$ 5,90. Este último cenário impõe riscos severos ao consumo e pode levar o Copom a interromper o ciclo de cortes na taxa básica de juros para conter a volatilidade.
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