Portaria sobre ressarcimento de energia renovável exclui metade dos casos
Nova regra do governo federal para compensar cortes na geração de energia renovável deixa de fora cerca de 50% das ocorrências de curtailment.
Pontos principais
- O governo federal publicou portaria que estabelece critérios para o ressarcimento retroativo de geradores de energia renovável.
- Representantes do setor elétrico estimam que a medida exclui aproximadamente metade dos casos de curtailment registrados no país.
- Empresas do setor consideram a iniciativa um avanço parcial para o fluxo de caixa, mas insuficiente para resolver o problema.
- O setor alerta que a portaria não aborda as causas estruturais que levam aos cortes frequentes na geração de energia limpa.
O governo federal publicou uma nova portaria que define as regras para o ressarcimento retroativo de empresas afetadas pelo curtailment, fenômeno em que a geração de energia renovável é interrompida por limitações na rede de transmissão. Embora a medida seja vista como um passo positivo para aliviar o fluxo de caixa de parte das companhias, o setor elétrico aponta que cerca de 50% dos casos registrados ficam de fora dos critérios estabelecidos pelo texto. Para especialistas e representantes das empresas, a norma falha ao tratar apenas de compensações financeiras imediatas, sem endereçar os problemas estruturais que causam a crise de curtailment no Brasil. A exclusão de uma parcela significativa dos eventos gera preocupação sobre a segurança jurídica e a viabilidade de novos investimentos em fontes renováveis, que continuam expostas a gargalos na infraestrutura de transmissão nacional.
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