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Governo decide nesta quarta sobre redução na conta de luz em 2027

O CMSE avalia reduzir o parâmetro CVaR para diminuir o despacho de termelétricas, podendo gerar economia de R$ 5,4 bilhões aos consumidores.

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Foto: InfoMoney
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19/05 às 12:36 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) discute a alteração do parâmetro de aversão ao risco (CVaR) de 15/40 para 15/30.
  • A medida visa reduzir o acionamento preventivo de termelétricas, fonte de energia de alto custo que encarece a tarifa final.
  • A Abraceel estima uma economia de R$ 5,4 bilhões e uma redução tarifária de até 0,98% para o consumidor.
  • Estudo da Volt Robotics indica que a mudança no nível de conservadorismo do modelo não compromete a segurança energética nacional.
  • Entidades do setor criticam o modelo atual por considerar que ele gera uma inflação artificial de custos em benefício dos produtores.

O governo federal define nesta quarta-feira se promoverá alterações no nível de aversão ao risco hidrológico, conhecido como CVaR, para o ano de 2027. A proposta em análise pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) sugere a redução do parâmetro de 15/40 para 15/30, com o objetivo de diminuir o acionamento preventivo de usinas termelétricas. Por serem fontes de energia mais caras, o despacho dessas unidades impacta diretamente o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e, consequentemente, a conta de luz dos brasileiros. A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel) estima que a medida pode resultar em uma economia de R$ 5,4 bilhões, com reflexo de até 0,98% nas tarifas.

Enquanto o setor produtivo e a Frente Nacional dos Consumidores defendem a mudança, argumentando que o modelo atual é excessivamente conservador e oneroso, o debate técnico busca equilibrar a eficiência econômica com a estabilidade do fornecimento. Um estudo da Volt Robotics corrobora a viabilidade da alteração, indicando que a redução do CVaR não comprometeria a segurança energética do país. A decisão final, que ainda aguarda estudos complementares do ONS e da CCEE, é vista por especialistas como um passo necessário para corrigir o que consideram uma inflação artificial de custos no sistema elétrico nacional.

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