Exportações brasileiras para o México caem 42,5% no primeiro semestre
Nova política tarifária mexicana impactou o envio de bens intermediários e insumos industriais brasileiros, totalizando queda de US$ 91,5 milhões.
Pontos principais
- As exportações do Brasil para o México recuaram 42,5% no primeiro semestre de 2026.
- A queda foi motivada pelo Programa de Protección para las Industrias Estratégicas, que elevou tarifas em 1.400 códigos.
- Setores de veículos, metalurgia e químicos foram os mais afetados pela medida.
- Bens intermediários representam 78,1% da redução, prejudicando cadeias produtivas.
- A CNI solicita isenção de tarifas e celeridade em um acordo de livre comércio.
As exportações brasileiras para o México sofreram uma retração significativa de 42,5% durante o primeiro semestre de 2026, totalizando uma perda de US$ 91,5 milhões. O cenário é reflexo direto da implementação do Programa de Protección para las Industrias Estratégicas pelo governo mexicano, que impôs novas barreiras tarifárias em mais de 1.400 códigos de importação. A medida atingiu duramente setores estratégicos, como a indústria automotiva, metalúrgica e química, comprometendo o fornecimento de insumos essenciais. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a maior parte da queda, cerca de 78,1%, refere-se a bens intermediários, o que gera preocupações sobre a integração das cadeias produtivas entre os dois países. Diante do impacto negativo, a CNI defende a negociação urgente de um acordo de livre comércio e a isenção de tarifas para produtos brasileiros, visando reverter o cenário atual de restrições comerciais.
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