Frente parlamentar critica nova regra para comércio em feriados
A FCS aponta insegurança jurídica em portaria que condiciona o funcionamento do comércio em feriados a convenções coletivas de trabalho.
Pontos principais
- A nova portaria do Ministério do Trabalho exige convenções coletivas para o funcionamento do comércio em feriados.
- A Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) alega que a medida gera incerteza regulatória para o setor.
- O setor defende uma solução legislativa definitiva para garantir previsibilidade e liberdade de operação.
- A necessidade de negociações sindicais por município dificulta o planejamento logístico de redes nacionais.
- Atividades essenciais, como farmácias e hotéis, permanecem isentas da obrigatoriedade de convenção coletiva.
A Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) manifestou preocupação com a recente portaria do Ministério do Trabalho, que estabelece novas diretrizes para o funcionamento do comércio em feriados. Segundo o grupo, a exigência de convenções coletivas de trabalho para autorizar a abertura dos estabelecimentos mantém um cenário de insegurança jurídica que afeta o setor há anos. A FCS argumenta que a fragmentação das negociações sindicais, que ocorrem de forma pulverizada por município, prejudica severamente o planejamento logístico e operacional de redes com atuação nacional. Diante do impasse, os parlamentares defendem que o Poder Legislativo intervenha para criar leis definitivas que assegurem maior previsibilidade e liberdade de funcionamento às empresas. A minuta da portaria, contudo, preserva a exceção para 15 atividades consideradas essenciais, como farmácias, hotéis e serviços funerários, que seguem autorizadas a operar sem a necessidade de acordos sindicais específicos.
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