USP desenvolve microfábrica de chips para reduzir dependência externa
Projeto PocketFab da USP visa produzir 60 milhões de chips ao ano, buscando soberania tecnológica e redução de custos na indústria nacional.
Pontos principais
- A PocketFab é uma microfábrica de chips projetada para substituir as tradicionais 'mega fabs', que exigem investimentos bilionários.
- O Brasil consumiu cerca de US$ 50 bilhões em dispositivos eletrônicos em 2025, evidenciando a alta dependência de importações.
- O projeto foca na produção de chiplets, componentes essenciais para inteligência artificial, supercomputadores e computação quântica.
- A iniciativa conta com apoio da Fiesp e parceria com o Senai para atender setores como automotivo, aeroespacial, energia e agronegócio.
- A previsão é que as primeiras versões da microfábrica entrem em operação em abril de 2026.
- A tecnologia busca mitigar riscos de desabastecimento, como os ocorridos durante a pandemia e crises geopolíticas recentes.
Pesquisadores da Escola Politécnica da USP criaram a PocketFab, uma solução de microfábrica voltada para a produção autônoma de semicondutores. O projeto surge como uma alternativa estratégica para o Brasil, que enfrenta gargalos recorrentes no fornecimento global de chips e um déficit bilionário na balança comercial de componentes eletrônicos. Ao descentralizar a produção, a iniciativa pretende garantir a soberania nacional em setores críticos, evitando que a indústria local sofra paralisações por falta de insumos importados.
Liderado pelo professor Marcelo Zuffo, o projeto já está em fase de aquisição de equipamentos e conta com a colaboração de associações empresariais vinculadas à Fiesp. O foco inicial será a fabricação de chiplets, componentes modulares fundamentais para o avanço da inteligência artificial. A flexibilidade das unidades permitirá que a produção seja adaptada conforme a demanda de diferentes setores da economia brasileira, desde o agronegócio até a indústria aeroespacial.
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