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Dólar recua a R$ 5,07 com alta do petróleo e tensões no Oriente Médio

A moeda norte-americana fechou em queda nesta terça-feira, influenciada pela valorização do petróleo e pela expectativa de juros elevados no Brasil.

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Foto: Times Brasil
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21/07 às 09:45 · atualizado 17:32

Pontos principais

  • O dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,073, registrando uma queda de 0,31%.
  • A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou o preço do petróleo para máximas de um mês.
  • A valorização da commodity favoreceu o real devido à expectativa de aumento nas exportações brasileiras.
  • Investidores monitoram possíveis negociações diplomáticas entre o governo de Donald Trump e o Irã.
  • A perspectiva de manutenção de juros elevados pelo Banco Central estimulou operações de carry trade.
  • O Ibovespa operou com instabilidade, oscilando próximo à estabilidade durante a sessão.
  • O movimento de queda do dólar ocorreu mesmo com o fortalecimento global da moeda americana no índice DXY.

O dólar fechou o dia em queda, cotado a R$ 5,07, em um pregão marcado pela volatilidade externa e pela reação dos mercados à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A alta nos preços do petróleo, que atingiu patamares não vistos no último mês, foi o principal motor para o desempenho do real, uma vez que o cenário de commodities valorizadas aumenta a perspectiva de entrada de divisas no país via exportações. O mercado financeiro também reagiu a sinais de possíveis negociações diplomáticas entre os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, e o Irã.

Internamente, a cautela dos investidores foi reforçada pela expectativa de que o Comitê de Política Monetária mantenha os juros em patamares elevados, o que favoreceu estratégias de carry trade. Apesar do fortalecimento global da moeda americana frente a outras divisas, refletido no índice DXY, o real manteve sua trajetória de valorização ao longo da terça-feira. Enquanto isso, o Ibovespa seguiu sem direção firme, refletindo a incerteza dos investidores diante do cenário macroeconômico global e dos desdobramentos das tensões no Oriente Médio.

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