Dólar fecha a R$ 5,11 com queda do petróleo e cautela fiscal
A moeda americana subiu 0,62% nesta segunda-feira, pressionada pela desvalorização do petróleo e pela expectativa com a política monetária do Federal Reserve.
Pontos principais
- O dólar à vista encerrou o pregão cotado a R$ 5,113, uma alta de 0,62%.
- Preços do petróleo Brent e WTI recuaram mais de 6% no mercado internacional.
- A queda na commodity foi motivada por sinais de trégua diplomática entre EUA e Irã.
- O Ibovespa contrariou a pressão externa e subiu 0,74%, recuperando o patamar dos 175 mil pontos.
- Investidores monitoram a próxima decisão de juros do Federal Reserve, prevista para quarta-feira.
- O relatório Focus e a temporada de balanços corporativos, incluindo TIM e Vivo, seguem no radar do mercado.
- O recuo dos juros futuros no Brasil reduziu a atratividade de ativos locais para investidores estrangeiros.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta segunda-feira com o dólar em alta, cotado a R$ 5,113. O movimento foi impulsionado principalmente pela desvalorização acentuada dos preços do petróleo, que recuaram mais de 6% após o presidente Donald Trump sinalizar a possibilidade de um acordo diplomático com o Irã, reduzindo o prêmio de risco geopolítico sobre a commodity. A queda no preço do petróleo impactou negativamente o real, ao reduzir a entrada de recursos provenientes de exportações brasileiras.
Paralelamente, o cenário doméstico foi influenciado pelas projeções do relatório Focus e pelo início da temporada de balanços corporativos, com destaque para empresas do setor de telecomunicações. Embora o Ibovespa tenha registrado alta de 0,74%, impulsionado por ações de bancos e mineradoras, o recuo dos juros futuros no Brasil diminuiu o diferencial de taxas em relação ao exterior, pressionando a moeda local. A cautela dos investidores permanece elevada diante da expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve, que será divulgada na próxima quarta-feira.
Comentários
Carregando comentários...
