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Saída de recursos da poupança em 2026 é puxada pela classe média

Dados do FGC revelam que o esvaziamento da poupança é concentrado na classe média, enquanto grandes investidores mantêm o saldo em suas contas.

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Foto: InfoMoney
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18/07 às 05:02

Pontos principais

  • O esvaziamento da poupança em 2026 é desigual, com saques concentrados em contas de R$ 10 mil a R$ 50 mil.
  • Contas com saldos superiores a R$ 400 mil seguem em expansão, sendo usadas para gestão de caixa.
  • O saldo médio por conta atingiu o menor nível da série histórica em março, refletindo a pulverização dos recursos.
  • O endividamento das famílias e a busca por ativos mais rentáveis, como o Tesouro Reserva, pressionam a caderneta.
  • O estoque total da poupança permanece em R$ 957 bilhões devido ao crédito mensal de juros.

O cenário da poupança brasileira em 2026 apresenta uma dinâmica de saída de recursos concentrada na classe média, enquanto investidores de alta renda mantêm ou ampliam seus saldos. Segundo dados do FGC, o movimento de resgates é mais intenso em contas que variam entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, contrastando com o comportamento de contas acima de R$ 400 mil, que continuam sendo utilizadas como instrumentos de gestão de caixa. Esse fenômeno levou o saldo médio por conta ao menor patamar da série histórica em março. Especialistas atribuem a tendência ao endividamento das famílias e à migração para alternativas mais rentáveis, como o Tesouro Reserva, lançado este ano. Apesar da fuga de capital, o estoque total da poupança ainda se sustenta próximo a R$ 957 bilhões, impulsionado pelo crédito mensal de juros que evita uma queda nominal mais acentuada.

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