Apesar do saldo positivo de R$ 2,6 bilhões em maio, especialistas preveem continuidade da fuga estrutural de recursos para investimentos mais rentáveis.
A caderneta de poupança registrou em maio de 2026 sua primeira captação líquida positiva do ano, totalizando R$ 2,6 bilhões. O resultado foi influenciado por fatores sazonais específicos, como o pagamento do 13º salário de servidores públicos e o impacto do programa Desenrola 2.0. Apesar do alívio momentâneo, o saldo acumulado no ano ainda apresenta um déficit significativo de R$ 39,1 bilhões, refletindo uma tendência estrutural de desintermediação financeira. Especialistas apontam que a manutenção da taxa Selic em patamares elevados torna a poupança menos atrativa frente a opções de renda fixa, como o Tesouro Selic e Fundos DI. Essa migração constante de investidores pressiona o funding do crédito imobiliário, levando instituições financeiras a buscar alternativas, como a emissão de LCIs e Letras Hipotecárias, para garantir a sustentabilidade do financiamento habitacional no país.
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