Justiça do Rio nega recurso de Jairinho para anular julgamento de Henry
Tribunal de Justiça manteve a condenação de Dr. Jairinho pela morte de Henry Borel, rejeitando alegações de influência da mídia no júri.
Pontos principais
- A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes negou o pedido da defesa, que alegava interferência da repercussão midiática no Conselho de Sentença.
- Dr. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão por tortura e homicídio contra o enteado, ocorrido em 2021.
- O julgamento, encerrado em junho, tornou-se o mais longo da história do Judiciário fluminense, com duração de 11 dias.
- Monique Medeiros, mãe da criança, teve a pena considerada encerrada após o crime ser desclassificado para homicídio culposo.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do ex-vereador Dr. Jairinho pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021. A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes rejeitou o recurso da defesa, que buscava anular o julgamento sob o argumento de que a intensa cobertura midiática teria influenciado a imparcialidade dos jurados. A magistrada não identificou ilegalidades no processo que culminou na sentença de mais de 43 anos de prisão para o réu. O caso, que teve um desfecho em junho após o julgamento mais longo da história do Judiciário fluminense, também envolveu a mãe da criança, Monique Medeiros. Ela teve o crime desclassificado para homicídio culposo e recebeu perdão judicial, encerrando sua pena. A decisão reforça a manutenção da sentença original, consolidando um dos episódios mais emblemáticos e acompanhados pela opinião pública no sistema judiciário brasileiro recente.
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