O julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, acusados pela morte do menino Henry Borel, tem início nesta segunda-feira, cinco anos após o ocorrido, com expectativa de penas severas.
O julgamento do Caso Henry Borel, que apura a morte do menino de 4 anos, começa nesta segunda-feira (23) no 2º Tribunal do Júri, cinco anos após o ocorrido. Os réus, Monique Medeiros, mãe da criança, e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho e padrasto de Henry, enfrentarão o júri popular. A necropsia do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Henry sofreu 23 lesões decorrentes de ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna, descartando a hipótese de acidente doméstico.
As investigações concluíram que Henry era vítima de torturas praticadas pelo padrasto, e que a mãe tinha conhecimento das agressões. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Dr. Jairinho por homicídio qualificado, tortura e coação, e Monique por homicídio por omissão qualificado, tortura e coação, com agravantes por violência em ambiente familiar e vítima menor de 14 anos. A sessão terá a presença mínima de 15 jurados, com sete sorteados para o Conselho de Sentença, e incluirá depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório dos réus. O pai de Henry, Leniel Borel, expressou a dor da perda e a esperança por justiça, criticando a demora no processo. Uma manifestação de entidades de direito das crianças e adolescentes está programada em frente ao Fórum Central para acompanhar o início do julgamento.
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