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China nega acusação de Trump sobre interferência em eleições dos EUA

O governo chinês classificou como infundadas as alegações do presidente Donald Trump de que Pequim teria acessado dados de 220 milhões de eleitores americanos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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17/07 às 05:15 · atualizado 10:33

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump acusou a China de orquestrar a maior violação de dados eleitorais da história dos EUA.
  • O governo chinês refutou as alegações, classificando-as como infundadas e difamatórias.
  • Pequim reiterou que mantém uma política de não interferência em assuntos internos de outras nações.
  • A acusação de Trump sugere que informações de 220 milhões de eleitores foram obtidas ilegalmente.
  • O Ministério das Relações Exteriores da China criticou novas restrições de vistos impostas aos jornalistas chineses.
  • Pequim afirmou que as novas regras de vistos violam acordos bilaterais de 2021 e ameaçou contramedidas.
  • Analistas apontam que a China busca evitar uma escalada de tensões para preservar a estabilidade diplomática.

O governo da China rejeitou formalmente as acusações feitas pelo presidente Donald Trump, que afirmou que o país teria realizado uma invasão massiva de dados eleitorais americanos. Segundo a administração Trump, a operação teria comprometido informações de cerca de 220 milhões de eleitores dos Estados Unidos. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, negou qualquer envolvimento e reiterou que Pequim mantém uma política estrita de não interferência em assuntos internos de outras nações, classificando as declarações como infundadas.

O atrito ocorre em um momento de tensão diplomática elevada entre as duas potências. Além da disputa sobre a segurança de dados, o governo chinês manifestou forte descontentamento com o anúncio de novas restrições de vistos para jornalistas estrangeiros nos Estados Unidos, medida que afeta diretamente profissionais chineses. Pequim argumenta que as novas regras violam acordos bilaterais estabelecidos em 2021 e sinalizou a possibilidade de adotar contramedidas recíprocas.

Apesar da retórica dura, observadores internacionais notam que o governo chinês tem adotado uma postura cautelosa. A estratégia de Pequim parece ser evitar uma escalada pública de conflitos para preservar a frágil détente diplomática estabelecida recentemente entre Washington e Pequim, mantendo o foco em negociações bilaterais em curso.

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