Ataques dos EUA atingem infraestrutura no Irã e deixam 38 mortos
Bombardeios americanos contra pontes, aeroportos e instalações estratégicas no Irã resultaram em 38 mortes e mais de 400 feridos, desencadeando uma onda de retaliações de Teerã.
Pontos principais
- Ataques aéreos dos EUA atingiram pontes, o aeroporto de Iranshahr, estações ferroviárias e instalações portuárias.
- O Ministério da Saúde do Irã confirmou 38 mortes e mais de 400 feridos, incluindo mulheres e crianças.
- Teerã respondeu com ataques de mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, Kuwait e Síria.
- Autoridades iranianas denunciaram danos a áreas residenciais e estações de tratamento de água em Bandar Abbas.
- O Kuwait relatou que ataques iranianos atingiram uma usina de energia e dessalinização, prejudicando sua rede elétrica.
- O Comando Central dos EUA confirmou a operação contra alvos militares, mas não comentou sobre danos a infraestruturas civis.
- O conflito escalou após o colapso de um acordo de paz preliminar firmado em junho.
Uma nova onda de ataques aéreos atribuídos aos Estados Unidos atingiu infraestruturas estratégicas em território iraniano, marcando uma escalada significativa no conflito entre as duas nações. Segundo o Ministério da Saúde do Irã, a ofensiva resultou na morte de 38 pessoas e deixou mais de 400 feridos. Entre os alvos atingidos estão pontes, o aeroporto de Iranshahr, estações ferroviárias e instalações portuárias no sul do país. O governo iraniano também denunciou danos a áreas residenciais e a uma estação de tratamento de água em Bandar Abbas, embora o Comando Central dos EUA tenha limitado seu comunicado oficial à confirmação de ataques contra alvos militares, sem mencionar infraestruturas civis.
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques coordenados com mísseis balísticos e drones contra bases militares dos Estados Unidos localizadas na Jordânia, Kuwait e Síria. O governo do Kuwait relatou que a retaliação iraniana atingiu uma usina de energia e dessalinização, comprometendo o fornecimento de eletricidade no país. Esta troca de hostilidades representa o agravamento mais severo das tensões desde o fim de um cessar-fogo, que foi interrompido após o colapso de um acordo de paz preliminar no final de junho.
A intensificação das operações militares reacendeu temores globais sobre a estabilidade no Oriente Médio, especialmente devido à localização dos ataques, que ameaçam rotas vitais para o transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz. A situação permanece instável, com ambos os lados mantendo posições de confronto direto. A administração do presidente Donald Trump, que conduz a atual política externa americana, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações de danos a civis ou sobre o impacto das retaliações iranianas em suas bases regionais.
Fontes primárias
U.S. Successfully Completes New Strikes in Iran
Comunicado oficial do CENTCOM (Tampa, Fla.): às 21h40 (horário do leste dos EUA) de 16/07/2026, forças dos EUA — caças, drones aéreos e navios de guerra — completaram nova onda de ataques com munições de precisão contra o Irã, sexta noite consecutiva de ataques. O comunicado descreve os alvos como "dezenas de alvos militares iranianos", especificamente sítios de vigilância costeira e defesa aérea, infraestrutura de logística militar e capacidades marítimas — sem qualquer menção a danos em infraestrutura civil. O CENTCOM afirma agir "sob direção do Comandante-em-Chefe" para "degradar ainda mais as capacidades militares iranianas" e responsabilizar o Irã por ataques recentes contra navegação comercial. Mais de 50 mil militares dos EUA seguem posicionados no Oriente Médio.
Balanço de baixas da "Guerra de Tir" — Ministério da Saúde do Irã
Publicação do porta-voz do Ministério da Saúde iraniano em 17/07/2026 (05h51 UTC): até as 6h30 (horário local) de 26 de Tir, o número de feridos pelos ataques americanos passou de 400 e 38 compatriotas morreram como mártires. Entre as vítimas: 22 mulheres feridas, 3 mulheres mortas, 9 feridos menores de 18 anos e 1 morto menor de 18 anos. 47 pessoas seguem internadas. O comunicado fecha com "a saúde é a primeira vítima da guerra".
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