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Ataques dos EUA atingem infraestrutura no Irã e deixam 38 mortos

Bombardeios americanos contra pontes, aeroportos e instalações estratégicas no Irã resultaram em 38 mortes e mais de 400 feridos, desencadeando uma onda de retaliações de Teerã.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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17/07 às 05:15 · atualizado 17:02

Pontos principais

  • Ataques aéreos dos EUA atingiram pontes, o aeroporto de Iranshahr, estações ferroviárias e instalações portuárias.
  • O Ministério da Saúde do Irã confirmou 38 mortes e mais de 400 feridos, incluindo mulheres e crianças.
  • Teerã respondeu com ataques de mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, Kuwait e Síria.
  • Autoridades iranianas denunciaram danos a áreas residenciais e estações de tratamento de água em Bandar Abbas.
  • O Kuwait relatou que ataques iranianos atingiram uma usina de energia e dessalinização, prejudicando sua rede elétrica.
  • O Comando Central dos EUA confirmou a operação contra alvos militares, mas não comentou sobre danos a infraestruturas civis.
  • O conflito escalou após o colapso de um acordo de paz preliminar firmado em junho.

Uma nova onda de ataques aéreos atribuídos aos Estados Unidos atingiu infraestruturas estratégicas em território iraniano, marcando uma escalada significativa no conflito entre as duas nações. Segundo o Ministério da Saúde do Irã, a ofensiva resultou na morte de 38 pessoas e deixou mais de 400 feridos. Entre os alvos atingidos estão pontes, o aeroporto de Iranshahr, estações ferroviárias e instalações portuárias no sul do país. O governo iraniano também denunciou danos a áreas residenciais e a uma estação de tratamento de água em Bandar Abbas, embora o Comando Central dos EUA tenha limitado seu comunicado oficial à confirmação de ataques contra alvos militares, sem mencionar infraestruturas civis.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques coordenados com mísseis balísticos e drones contra bases militares dos Estados Unidos localizadas na Jordânia, Kuwait e Síria. O governo do Kuwait relatou que a retaliação iraniana atingiu uma usina de energia e dessalinização, comprometendo o fornecimento de eletricidade no país. Esta troca de hostilidades representa o agravamento mais severo das tensões desde o fim de um cessar-fogo, que foi interrompido após o colapso de um acordo de paz preliminar no final de junho.

A intensificação das operações militares reacendeu temores globais sobre a estabilidade no Oriente Médio, especialmente devido à localização dos ataques, que ameaçam rotas vitais para o transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz. A situação permanece instável, com ambos os lados mantendo posições de confronto direto. A administração do presidente Donald Trump, que conduz a atual política externa americana, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações de danos a civis ou sobre o impacto das retaliações iranianas em suas bases regionais.

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