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Setor de rochas mantém alerta com tarifas dos EUA apesar de exceção

Embora o quartzito tenha sido poupado, a sobretaxa de 25% sobre outros produtos gera incerteza para exportadores brasileiros de rochas naturais.

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Foto: Times Brasil
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16/07 às 14:15 · atualizado 17/07 às 00:00

Pontos principais

  • O governo dos EUA impôs tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, afetando setores como madeira, têxteis e rochas ornamentais.
  • O quartzito brasileiro foi mantido na lista de exceções, escapando da sobretaxa imposta pelo governo Trump.
  • Granitos e mármores permanecem sujeitos à tarifa, impactando a competitividade do setor no mercado americano.
  • O mercado dos EUA absorve cerca de 70% das exportações brasileiras de rochas naturais, elevando a preocupação empresarial.
  • Representantes do setor e do governo brasileiro realizaram audiências em Washington para defender a cadeia produtiva.
  • O governo brasileiro avalia recorrer à OMC e aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às medidas unilaterais.
  • Empresas buscam pedidos de exclusão tarifária e reclassificação aduaneira para mitigar prejuízos estimados em US$ 3,5 bilhões.

O setor brasileiro de rochas naturais enfrenta um cenário de incerteza após a imposição de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre diversos produtos importados. Embora o quartzito tenha sido incluído na lista de exceções do governo americano, mantendo o acesso facilitado, outros itens essenciais da pauta exportadora, como granitos e mármores, seguem sob a sobretaxa. A situação é crítica para o segmento, dado que o mercado americano é o principal destino das exportações brasileiras, absorvendo aproximadamente 70% do volume comercializado pelo setor.

Em resposta, representantes da indústria e autoridades do governo brasileiro têm mantido diálogos em Washington para tentar reverter a taxação, argumentando pela integração das cadeias produtivas. A medida americana é vista por especialistas como uma escalada política que gera insegurança jurídica para exportadores. Enquanto o governo avalia medidas de retaliação, como o uso da Lei da Reciprocidade Econômica e o acionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC), empresas buscam individualmente alternativas legais, como pedidos de exclusão tarifária, para evitar perdas financeiras em um mercado historicamente estratégico para o Brasil.

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