Operação Distrato investiga fraude de R$ 3,8 bilhões em ICMS
Esquema envolvia a venda de créditos tributários fictícios e teria a participação do escritório de advocacia Nelson Wilians.
Pontos principais
- A investigação aponta o uso de empresas inaptas para a criação de créditos tributários falsos.
- O esquema teria movimentado R$ 3,8 bilhões em fraudes de ICMS, segundo a Receita Federal.
- Mais de 850 empresas foram identificadas como compradoras dos créditos para reduzir impostos.
- Fraudadores simulavam documentos e reuniões com fiscais para conferir legalidade às operações.
A Operação Distrato revelou um esquema estruturado de fraude tributária que causou um prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. Segundo as investigações, o grupo liderado pelo advogado Nelson Wilians, em conjunto com outros grupos econômicos, utilizava empresas sem atividade para gerar créditos fictícios de ICMS. Esses créditos eram comercializados com centenas de empresas interessadas em reduzir ilegalmente suas obrigações fiscais. Para sustentar a fraude, os envolvidos falsificavam documentos e simulavam despachos da Receita Federal, criando uma aparência de legitimidade que dificultava a detecção pelos órgãos de controle. Até o momento, foram emitidos 746 autos de infração contra mais de 850 empresas envolvidas na prática criminosa. O Ministério Público destaca que a organização operava de forma contínua, desafiando a fiscalização do Fisco através de métodos sofisticados de ocultação e falsificação documental.
Comentários
Carregando comentários...
