MP-SP acusa ex-auditor 'King' de obstruir investigações de corrupção
O Ministério Público de São Paulo aponta que Artur Gomes da Silva Neto orientou cúmplices e tentou ocultar R$ 100 milhões em criptomoedas.
Pontos principais
- Artur Gomes da Silva Neto, conhecido como 'King', é acusado de liderar um esquema de corrupção que movimentou R$ 1 bilhão em propinas.
- O ex-auditor teria utilizado o celular de seu namorado para enviar ordens a advogados e outros investigados enquanto estava em liberdade.
- Investigações indicam que 'King' instruiu cúmplices a não firmarem acordos de colaboração premiada com as autoridades.
- O MP-SP identificou manobras para ocultar mais de R$ 100 milhões em ativos digitais, descumprindo ordens judiciais vigentes.
- O Gedec solicitou a prisão do ex-auditor por considerar que ele operava um canal clandestino para obstruir a justiça.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apelidado de 'King', por articular a obstrução de investigações sobre um esquema de corrupção no Fisco paulista. Apontado como o mentor de um sistema que movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas através de ressarcimentos tributários inflados para grandes empresas, o ex-auditor teria descumprido medidas cautelares ao manter contato com investigados. Segundo o Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), 'King' utilizou o celular de terceiros para coordenar estratégias de defesa e ocultar cerca de R$ 100 milhões em criptomoedas. Diante da gravidade das evidências, o órgão solicitou um novo mandado de prisão contra o ex-servidor, argumentando que suas ações configuram uma tentativa direta de interferir na apuração dos crimes e na recuperação dos valores desviados.
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