MP-SP denuncia Sidney Oliveira e outros 10 por fraude bilionária de ICMS
O Ministério Público de São Paulo denunciou o dono da Ultrafarma por organização criminosa em esquema de fraude de créditos fiscais de R$ 1 bilhão.
Pontos principais
- O Ministério Público de São Paulo denunciou 11 pessoas, incluindo o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, por organização criminosa e fraude de ICMS.
- Investigações apontam que o esquema movimentou R$ 1 bilhão em propinas entre 2021 e 2025, com desvios fiscais que superam R$ 81 milhões.
- A operação contava com a simulação de pagamentos de impostos e o auxílio de auditores fiscais para a geração indevida de créditos tributários.
- Quatro acusados estão presos preventivamente, um permanece foragido e o MP solicitou medidas cautelares contra Oliveira, como uso de tornozeleira.
- A defesa do grupo Ultrafarma ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações formalizadas pelo órgão ministerial.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) formalizou a denúncia contra 11 indivíduos, incluindo o empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, por suposta participação em uma organização criminosa voltada à fraude de créditos de ICMS. Segundo a acusação, o grupo operava um esquema complexo de manipulação tributária que teria movimentado R$ 1 bilhão em propinas entre 2021 e 2025, com desvios fiscais confirmados em mais de R$ 81 milhões. A estrutura contava com a colaboração de empresários, doleiros e agentes da Secretaria da Fazenda, utilizando lavagem de dinheiro para ocultar as operações ilícitas.
Além do proprietário, a denúncia inclui o diretor contábil da rede e diversos auditores fiscais. Diante da gravidade dos fatos, quatro acusados tiveram a prisão preventiva decretada, enquanto um dos envolvidos permanece foragido. Para o empresário Sidney Oliveira, o MP solicitou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão de seu passaporte, visando assegurar o andamento das investigações sobre a infiltração do grupo em órgãos de fiscalização estadual. Até o momento, a defesa do grupo Ultrafarma não se manifestou sobre as acusações.
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