JPMorgan rebaixa perspectiva para o real e cita risco eleitoral
O banco adotou postura neutra para a moeda brasileira, apontando incertezas políticas e posicionamento técnico como entraves para valorização.
Pontos principais
- JPMorgan rebaixou a perspectiva para o real, mantendo recomendação neutra.
- O banco cita o risco das eleições de 2026 como fator de volatilidade cambial.
- Instituição prefere moedas como o peso colombiano, mexicano e chileno.
- Projeção para o dólar é de R$ 5,15 no terceiro trimestre de 2026.
- A taxa Selic é estimada em 13,75% ao final de 2026.
O JPMorgan adotou uma postura neutra em relação ao real brasileiro, sinalizando que o risco político associado às eleições presidenciais de 2026 superou os benefícios do diferencial de juros, conhecido como carry trade. Segundo o relatório da instituição, o mercado está com um posicionamento muito carregado na moeda, o que limita o potencial de valorização e aumenta a vulnerabilidade do câmbio. Em contrapartida, o banco elevou o peso colombiano para 'overweight' e reiterou sua preferência pelos pesos mexicano e chileno como ativos mais atrativos na América Latina. Para o cenário doméstico, o banco projeta que a taxa Selic encerre 2026 em 13,75%, com margem reduzida para cortes adicionais devido à pressão inflacionária e ao nível da atividade econômica. A estimativa para o dólar é de R$ 5,15 ao final do terceiro trimestre de 2026, subindo para R$ 5,20 no fechamento do ano.
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